Bike Trial

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O Bike Trial é uma modalidade do ciclismo que combina técnica, equilíbrio e habilidade, além de coragem e entusiasmo que precisam ser fundamentais.

Surgiu por volta de 1970, na cidade de Catalunha, na Espanha, e possui muita influência do Trial de moto. Consiste em ultrapassar barreiras, sendo eles naturais ou sintéticos. O Bike Trial proporciona um maior contato com a natureza, além de outros mais inusitados que é possível ir com a bike.

História

O Bike Trial surgiu da iniciativa de crianças e jovens de Catalunha, que admirados com os atletas do Motocicly Trial, tentaram imitá-los com bicicletas. Em 1974, Josep Figueras criou a primeira bicicleta elaborada para a modalidade.

Em 1990, o órgão responsável pelo esporte foi criado e chamado de B.I.U (Bike Trial International Union). Atualmente, o B.I.U continua organizando diversas disputas internacionais, que reúne competidores de diversos lugares.

Há atualmente outra organização responsável pelo Bike Trial, a U.C.I (União Ciclista Internacional). Trata-se de uma associação internacional das federações ciclísticas nacionais, que proporciona diversas disputas no mundo todo gratuitamente.

No Brasil, o paulista Edu Capivara foi pioneiro no Bike Trial, em 1986. Participou de seu primeiro campeonato mundial, ficando na 6º posição.

No Brasil, a modalidade parece ser promissora. Possui cerca de 200 competidores no esporte, e  por mais que pareça um número pequeno comparado ao cenário mundial, é até uma quantidade boa.

No Brasil ainda existe há dificuldade para a prática da do esporte no país. Mesmo com isso, a modalidade alcança uma proporção boa levando em consideração os problemas existentes.

Outro órgão muito importante e que presta contas com o BIU é o Bike Trial Brasil Union (B.B.U). É responsável por definir regras e normas técnicas para a montagem das competições brasileiras.

Obstáculos

O principal foco da modalidade é superar barreiras sem colocar os pés no chão ou usar algum apoio físico. Nas provas de circuito, ganha quem conseguir completá-lo em menos tempo e com o menor número de faltas.

As barreiras são diversas, podendo ser naturais, como pedras, areia, rios, limo ou ladeiras íngremes. Ou também artificiais como carretéis, pneus de trator, barris, ou vigas de madeira.

Se o ciclista apoiar com o pé no chão, estará cometendo uma infração chamada de “dab”, e em uma competição estará recebendo um ponto por essa penalidade. O mesmo vale para se o ciclista tocar em algum obstáculo.

Ao final, os pontos são somados como fator importante na escolha do vencedor. Quanto menos faltas um competidor possuir, melhor colocação ele terá.

Categorias

Na competição de Bike Trial, o ciclista precisa percorrer todo o circuito composto por diversas barreiras, apresentando sua performance.

O esporte exige muita experiência, equilíbrio e agilidade, além da habilidade técnica necessária do esporte. As provas podem apresentar um certo risco, principalmente as que são executadas em lugares aberto.

A modalidade possui atualmente 4 categorias nas competições brasileiras:

  • Iniciante (Com ciclistas de a partir de 9 anos de idade);
  • Sênior (Com ciclistas mais experiente e a partir 19 anos de idade);
  • Pro (Categoria de preparação a elite, e aceita ciclistas a partir de 15 anos de idade);
  • Elite (Categoria com ciclistas mais experientes, aceitando a partir de 16 anos);

A Bicicleta

O recomendado para a prática do Bike Trial é que a bicicleta possua rodas com aro 20, 24 ou 26 polegadas.  A modalidade desafia as capacidades do piloto, exigindo mais de seu equilíbrio e experiência em barreiras. Ele não poderá colocar o pé no chão, ou fazer uso de algum contato físico para realizar manobras.

A bicicleta precisa ter ótimos bons freios, pneus macios e marcha reduzida. É fundamental que a bicicleta tenha resistência para conseguir passar por diversos tipos de barreiras.

No Bike Trial, os modelos mais conhecidos são as de aro 20º. Por conta da formação de sua geometria, ela torna o aprendizado mais simples para os iniciantes.

Dois modelos de bike com aro 20, simples e muito boas para quem está começando na modalidade, é o modelo Pro e Expert.

O modelo Pro possui componentes que podem ser encontrados facilmente no mercado, com pneus 20X2.125.  Já o modelo Expert possui freios hidráulicos, aro traseiro de 19 polegadas montado com grandes pneus 19X2.5.

Para escolher o modelo ideal, deve ser levado em consideração o nível do ciclista e a dedicação com a modalidade.

As bicicletas com aro 26º também possuem os modelos Pro e Expert, mas por ser um pouco maior as pessoas utilizam-na para se prepararem para outras modalidades, como o Cross Country. O Bike Trial necessita de uma bicicleta mais sofisticada, já que ela é usada para executar manobras.

Pedivela

Os pedivela das Bike Trial não fazem uso de coroa, mas faz uso de uma catraca com cerca de 18 dentes. Já na roda traseira, há um pinhão preso por 16 dentes.

A catraca funciona normalmente, por mais que ela fique na frente. Caso pare de pedalar em movimento, a corrente não irá para de girar, pois ela é impulsionada pelo giro da roda.

Desde 1990 o Bike Trial faz uso de catraca no pedivela, e um pinhão fixo na roda. As Bike Trial utilizam catraca na pedivela desde 1990, e na roda traseira um pinhão fixo. Por mais que a posição fique investida, a função de roda livre permanece.

Freios

Das opções existentes para freios podemos encontrar os a disco, hidráulico ou mecânicos. O mais usado na modalidade é o freio hidráulico Magura, que atua no aro.

Os freios hidráulicos surgiram pela primeira vez nas Bike Trial em 1990. Atualmente ainda são muito usados no esporte, fabricados por muitas empresas.

Quadros

Os quadros 6061 T6 são bem resistentes e leves. Ele proporciona uma melhor escalada de barreiras naturais ou artificiais, mantendo o equilíbrio e o espaço para a movimentação do ciclista sobre a bike.  São produzidos com alumínio, possuindo aproximação entre tubos superior e inferior do quadro e distância central alta e sem selim.

As manobras ganham mais estabilidade com o garfo reforçado na espiga e pelos vincos. Os movimentos que envolvem o avanço longo e roda dianteira ficam mais seguros.

Além disso, o guidão largo e confortável ajuda que o piloto incline a cabeça um pouco a frente do eixo dianteiro. Ajuda muito para escalar barreiras de até 2 metros, em que necessitará pilotar a bike em pé.

Manobras

  • Back Side Hop: Manobra em que o ciclista executa pulando com a bicicleta utilizando apenas a roda traseira. É um movimento muito importante para a realização do Bike Trial;
  • Hook Up: Manobra muito usada para escalar barreiras sendo eles pequenas escadas ou uma parede. A técnica consiste em o ciclista apoiar a roda dianteira para em seguida puxar a traseira;
  • Side Hop: Manobra que pode ser usada para subir barreiras mais rápido. Na sua execução, o ciclista fica imóvel ao lado da barreira e em seguida faz um salto para cima e para o lado;
  • Huge Up: Essa manobra assemelha-se um pouco com o Side Hop, mas nesse caso o ciclista primeiro pula na roda traseira para em seguida dá um salto para cima da barreira;
  • Gap: Um Gap é um salto para frente. Utiliza-se muito essa manobra para ultrapassar espaços entre barreiras;
  • Bunny Hop: Nessa manobra, o ciclista salta com as duas rodas ao mesmo tempo para frente. É usado para subir barreiras sem a ajuda de rampa com inclinação de 90°;
  • Hop ou Bob: De forma geral, um hop é um pulo, independente da altura ou distância que alcança;
  • Drop: Drop é muito usado para descer barreiras com inclinação de 90º. Os ciclistas conhecem essa manobra também como “salto para baixo”;